Resumo do projeto OCW-USP do Instituto OCW Br@sil

Navegar na internet é um hábito muito mais difundido entre os brasileiros do que se imaginava, segundo pesquisa Datafolha, encomendada pela agência de propaganda F/Nazca Saatchi & Saatchi. O levantamento indica que 49 milhões de pessoas, 39% da população com 16 anos ou mais, costumam acessar a rede.

39% da população acima de 16 anos acessam a web e 42% publicam conteúdo próprio; internet deixou de ser coisa de rico e democratizou a informação, avalia agência de publicidade que encomendou pesquisa.

O diretor de planejamento da F/Nazca, Fernand Alphen, afirma que os dados indicam que a internet não é mais “coisa de rico”: “Ela tem alta penetração nas classes C, D e E”. Por isso, Alphen considera que a rede contribui muito para a democratização do acesso à informação. “Quanto mais periférica é a população, mais a internet aparece como uma solução de inserção social, de acesso ao entretenimento e à informação, porque é um meio muito barato”, diz.

(Jornal Destake – 31/07/07)

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A proporção de pessoas que acessaram a Internet na população dos estudantes foi de 35,9%. Somente no Distrito Federal 57,5% e em São Paulo 51,2%, ou seja, mais da metade dos estudantes acessavam a Internet. 76,2% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a Internet.

Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%.

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet no grupamento formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os dos grupamentos dos trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e dos dirigentes em geral (58,0%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%).

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, os indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer 45,7%.

Esse indicador atingiu 47,3% no grupamento da administração pública, 47,5% no da educação, saúde e serviços sociais e 57,9% no das outras atividades (intermediação financeira, seguros, previdência privada, atividades de informática, pesquisa e desenvolvimento etc.).

O contingente formado pelos militares e funcionários públicos estatutários, foi o que apresentou o mais elevado percentual de pessoas que acessaram à Internet (47,7%), vindo em seguida a dos empregadores (40,6%) e, depois, o do contingente das pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%). (IBGE–PNAD - 2005).

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A principal estratégia dos grupos dominantes é manter a maioria da população na pobreza e na ignorância. As privações (econômica, intelectual, etc) constituem a principal ferramenta de dominação e controle. É fácil controlar e dominar uma pessoa dependente. Por isso, a nossa meta é democratizar o conhecimento e as oportunidades, atacando, assim, o principal mecanismo de poder dos grupos dominantes.

Contudo, para tentar impedir o avanço de políticas e projetos que beneficiam a coletividade e a maioria da população, os grupos dominantes lançam mão de vários truques, incluindo a publicação de mentiras e de informações falsas. Por isso, desconfie de notícias e dados que contrariem a lógica das coisas e o bom senso. Desconfie de notícias e dados que contradizem a realidade. E preste atenção, muita atenção, em quem está falando, por que está falando e o que ele ganha com tal fala.

Principal - Leonildoc - OCW Br@sil - Direito-USP

 


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